quarta-feira, 26 de junho de 2013

Não é ser o maior. É ter força de vontade!

Para quem está de fora, ser universitário é ser o maior da aldeia, é achar que somos alguém e que somos importantes, é achar que somos melhores que todos os outros que se limitaram a ter escolaridade obrigatória e que vamos ter os melhores empregos do mundo.

Para quem está de fora, ser universitário é andar a gastar dinheiro dos pais e muitas vezes privar o resto da familia de coisas que gostavam de fazer para que com esse dinheiro sejam pagas as propinas, e que porque passamos semanas longe de casa quando chegamos somos as estrelas.

Essa é a visão do que é ser universitário para alguém da minha terra. Uma terra ali no meio de nada, mas que é a terra de onde vim.

Posto isto, lamento informar essa pessoa e os que pensam como ela, mas ser universitário não é nada disso, é muito, mas muito mais do que isso.

Ser universitário é ser alguém que luta pelo seu futuro, alguém que não se contenta com a escolaridade obrigatória e que quer sempre mais. É saber que o país está em crise e que o desemprego atinge percentagens esmagadores e mesmo assim ir a luta por trabalho.

Ser universitário é agradecer todos os dias a ajuda que os pais e a familia nos dá, mesmo sabendo que deixaram de ir fazer um passeio para terem dinheiro no final do mês para as nossas propinas. É chegar à nossa terra depois de semanas de distância e sentir orgulho das nossas origens, sorrir ao sentir o cheiro da terra, ao ver os rostos, muitos deles envelhecidos, que marcaram a nossa infância.

O que essas pessoas não sabem é que ser universitário priva-nos de coisas como jantares de familias, serões à lareira com os pais e com as mães. Ser universitário é dizer "Feliz Dia da Mãe ou do Pai" via sms ou telefone. É dizer "Parabéns" aqueles que nos são mais queridos com um telefonema.

Ser universitário é jantar noites seguidas sentado num sofá em frente à tv para não se perceber que se está sozinho, é passar horas dentro de comboios ou autocarros para visitar a familia por um dia apenas.

O que essas pessoas não sabem. é que a maior parte dos universitários matam-se a trabalhar nas férias de verão para terem dinheiro para ajudar nas suas próprias despesas, como o tirar a carta ou comprar umas sapatilhas novas porque as que se tem já estão rotas.

O que essas pessoas não sabem, é que a vida académica de copos e noitadas, muitas vezes é a compensação pela grande distância a que se está da familia, e a unica compensação que se tem para não sentirmos a solidão.

O que essas pessoas deviam de saber, é que se não são ou não foram universitários é porque simplesmente não querem e porque se contentam com pouco e as suas ambições são poucas ou nenhumas.

O que essas pessoas deviam de saber, é que se não são ou não foram universitários é porque decidiram baixar os braços e não lutar mais por elas próprias.

Por isso, deixem de julgar quem é universitário, porque se há alguém com carisma e força de vontade, são os universitários!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Feliz Ano Novo para mim!




Sim, hoje é dia de ano novo para mim. Ontem terminou mais um ano cheio de muitas coisas. Boas ou más todas deixaram a sua marca e por isso mesmo cada ano que passa é um ano a recordar.
Sem grande esforço posso facilmente descrever como este ano que ontem terminou ficará guardado:
Começou com a limpeza geral do 2º frente após a noite de folia relatada aqui. Os destroços do bolo foram repartidos pelos vizinhos para compensar o excesso de barulho que acabou por ser nenhum. Nesse ano que começava, foi mais do que evidente que tenho uma forte queda para quedas... Era quedas das escadas, quedas na banheira, uma panóplia de quedas tentadores de um video para o youtube. Tive carro, e tenho! Mais velhinho que eu, mas capaz de andar a 140km/h na A17 e na A8. Estagiei num dos melhores hotéis do país e conheci pessoas espectaculares que ainda hoje estão à distância de uma sms ou de um telefonema. Tive paletes de ciumes de alguém que hoje poderá ser considerada uma verdadeira amiga. Fui mais vezes ao norte num ano do que em toda a minha vida, e espero bem continuar a ir. Discuti, chorei e vi várias vezes a vida a andar para trás. Perdi a minha contractura de estimação nas costas (finalmente). Aprendi que a distância não é um bicho de sete cabeças. Enviei 37 mil pedidos de estágio profissional e consegui ter resposta a alguns. Passei o ano tal e qual como tinha pedido na última passagem de ano e comecei 2013 a fazer todas as cadeiras incluindo as que estavam em atraso. Comprei finalmente um swatch e revi uma grande amiga após 7 anos. Também voltei a comer sushi após um ano, dois meses e 8 dias, e percebi que há quem goste de ouvir lamechice de vez em quando.
Uma pequena retrospectiva (ou não) de mais um ano de muitos com o intuito de agradecer todas as mensagens de parabéns, independentemente de quem foi lembrado pelo facebook ou de quem simplesmente se lembrou.

Obrigada por mais um ano.




Ph: Rui Esteves da Silva Photography | Bolo: Eva Lopes-Atelier Bolos Criativos